Tenho um amor que se inventa nas frestas,
nos códigos secretos,
nos códigos secretos,
no breve silêncio do quarto,
quando o pequeno já dorme
quando o pequeno já dorme
e o mundo descansa de nós.
Tua mãe pergunta: “Por que não descansas? Já é tarde”
Da porta, ela vê a tela lumiar tua boca mordida
e não imagina que seus olhos ressecam e vidram
Tua mãe pergunta: “Por que não descansas? Já é tarde”
Da porta, ela vê a tela lumiar tua boca mordida
e não imagina que seus olhos ressecam e vidram
em visões temporárias que assanham borboletas
no seu corpo irrigado, quente e úmido
Meu amor se esgueira em contornos ralos,
feito sombra macia, sem nome, sem toque,
E amores, como esse, que não se deixam contar,
preferem os becos das palavras ausentes.
Habitam o escuro, o vão,
a madrugada que avança enquanto tudo dorme
"Sua música mudou de cor?",
Diz quem vê que um olhar vago esconde desejos trançados,
E não imagina que, sob a mesa,
Mãos simulam o corpo distante e escorrem em essência,
No silêncio do gesto, consumindo um amor que não cabe na sala.
Meu amor foi achado no avesso das coisas,
em uma ilha do destino torto, tocando no escuro.
Desde lá, sobrevive nas horas embaraçadas,
E não pretende ir mais fundo, só nas cenas nudas,
pelas quais vale o desalinho da espera.
no seu corpo irrigado, quente e úmido
Meu amor se esgueira em contornos ralos,
feito sombra macia, sem nome, sem toque,
E amores, como esse, que não se deixam contar,
preferem os becos das palavras ausentes.
Habitam o escuro, o vão,
a madrugada que avança enquanto tudo dorme
"Sua música mudou de cor?",
Diz quem vê que um olhar vago esconde desejos trançados,
E não imagina que, sob a mesa,
Mãos simulam o corpo distante e escorrem em essência,
No silêncio do gesto, consumindo um amor que não cabe na sala.
Meu amor foi achado no avesso das coisas,
em uma ilha do destino torto, tocando no escuro.
Desde lá, sobrevive nas horas embaraçadas,
E não pretende ir mais fundo, só nas cenas nudas,
pelas quais vale o desalinho da espera.
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